Bem, o começo já é em mim mesmo. Essa página veio da sugestão de um livro mas, mais trabalho do que já tenho chega a ser soberba.
A mulher contê é a mulher de hoje, mulhercontemporânea para quem ainda não entendeu.
Como eu, faz tudo ao mesmo tempo agora, sabe chupar cana e assoviar, reclama e faz exatamente a mesma coisa e ainda por cima continua certa. É mãe, filha, amiga, prima, parente, aderente, contente...
Chora em comercial, se dá ao luxo de ter TPM e não matar ninguém por isso.
Goza na lua cheia com uma colher de leite condensado.
Dança muito bem (ai de quem falar o contrário), ah, transa muito bem também! E transa mesmo, transa as coisas como na década de oitenta, que usava essa palavra para dizer algo em que se estivesse envolvido.
Pode ter filhos de 25 a 50 e continuar gata.
Chora de carência escondido e gargalha pra todo mundo ver quando tudo está uma bagunça. Assume a sua própria bagunça e até deixa mais alguém bagunçar ainda mais as coisas.
Escreve uma carta as duas da manhã sem saber se vai ser lida.
Se declara sem medo.
Trabalha pra caramba.
Não gosta de palavrão, mas tem horas que é foda...
A mulher contê sou eu. Eu e muitas das minhas amigas, muitas que nem conheço e principalmente muitas em mim.
Ela é de hoje. Ontem já foi, e sempre... ah sei lá, sempre muda tanto...
Mulher contê tenta se definir mas complica mais que explica. ai ai...
Um comentário:
Se vivo ainda fosse, o National Kid seria chamado nos dias de hoje de Panasonic Kid... é mole?
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