Já tive minha fase "se Vinícius de Moraes estivesse vivo ele se apaixonaria por mim e seríamos muito felizes..." Ok, essa fase foi a um bom tempo porque se pensar bem o certo seria a fase "se Vinícius estivesse vivo ele seria um velhinho fofo e talvez talvez eu deixasse ele passar a mão na minha perna." Vamos cobinar, o rapaz já não seria um rapaz, alguém estaria no lugar errado (no tempo) e para não perder o mesmo (a tempo!) o certo é sorrir para quem é de agora.
Vinícius tem sempre sua fase e os românticos de botequim como eu, de vez em quando correm para ele para dizer de uma maneira mais bossanovense (nada mais carioca, não?) tudo o que querem.
Eu sou daquelas que sabe os poemas e sonetos de cor e sonha com o dia que ele (o poema) seja dito a plenos pumões a você e em público por ele (o cara!).
É essa coisa de momento de aniversário de namoro! Eu fico assim, meio década de setenta, meio década de oitenta...
Apaixonada. A paixão, nada mais é do que essa febre que me dá de vez em quando. Como é bom.
Agora é com Vinícius, mas já foi Manuel Bandeira, Florbela Espanca, Arnaldo Antunes e até tenho dias de paixão a lá Oscar Wilde, ai esses dias... esses dias são fantásticos, é diversão a toda prova.
Mas hoje não, nesse momento estou Vinícius, estou de Vinícius, com uma dosezinha daquela melhor cachacinha, conversinha ao pé do ouvido, uma musiquinha gostosa no fundo e todos os diminutivos necessários para os atos e os sentimentos se apresentarem no aumentativo.
Te amo meu amor.

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